Título Nacional: Jane Austen, a Vampira
Autor: Michael Thomas Ford
Ano de lançamento: 2010
Número de páginas: 303
Editora: Lua de Papel/Leya
Título Original: Jane Bites Back


Até hoje, só comprei dois livros pela capa: esse e Bubble Gum, da Lolita Pille. Os dois não poderiam ser mais diferentes, mas tem em comum (e a seu favor na hora que um leitor indeciso caminha por uma livraria) o trabalho bem feito no quesito desing.

Em "Jane Austen, a vampira", é contada a história da escritora Jane Austen partindo da ideia de que ela não morreu, mas sim foi transformada em vampira (sério? nossa, nem tinha percebido isso pelo título, dãã). Vivendo nos dias atuais como dona de uma livraria em uma cidade do interior do estado de Nova York, Jane tenta publicar seu novo romance, sob o codinome Jane Fairfax. A ideia do enredo parece ótima, mas o autor entra em terreno arriscado ao mexer com Jane Austen. Ela é uma autora extremamente popular e muito querida, então qualquer deslize tornaria esse livro um amontoado de palavras desonrosas a memória da Jane original.

Mas não é isso o que acontece nesse caso. Quer dizer, se você é um fã de Jane com a mente mais aberta para divagações com e sobre a pessoa dela. O que "me fisgou" nesse livro foi que o autor nunca é pretencioso, além da "auto-ironia" (essa palavra existe?): ele satiriza em vários momentos livros como o dele, que utilizam a imagem de Jane como alavanca para chegar até o leitor. Então, se ele mesmo sabe, se ele mesmo tira sarro da situação, meio que nos desarmamos. Eu li o livro em dois, três dias, porque as coisas vão acontecendo em um ritmo que não nos deixa desgrudar, querendo saber como termina.

Só não gostei muito da parte final, na qual achei que a história correu (como se o autor dissesse ai caramba, tá acabando o espaço, deixa eu escrever o fim logo) e deixou muitos pontos em aberto. Mas deixando isso de lado, é uma leitura que vale a pena, tanto pelo visual do livro quanto pelo conteúdo. E ler ele dá vontade de reler tudo da Jane Austen que já li!




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