Título: The Truth About Forever
Autora: Sarah Dessen
Ano de lançamento: 2006
Número de páginas: 400
Editora: Speak


Depois de ler algumas quotes de The Truth About Forever  no goodreads, algo me disse que eu deveria lê-lo. Fui arrebatada por uma urgência sem sentido. Não vou contar aqui sobre como foi meu ano ou porque eu amei tanto esse livro, só digo que encontrei nessas páginas uma história assustadoramente parecida com a minha.


Tudo que Macy quer da vida é ser perfeita. Ela tem um namorado perfeito boring com quem ela tem um relacionamento mais parecido com amizade do que com qualquer outra coisa, os dois não costumam nem se beijar e estão juntos a um ano e meio. Mas se é assim tão estranho, porque ela continua com ele? Porque ele apareceu pouco tempo depois de ela perder o pai, e naquele momento, tudo que Macy precisava era de alguém que pudesse traduzir o mundo que não fazia mais sentido em palavras que ela conseguisse compreender. Jason era perfeito para esse papel.

O problema é que Jason vai passar o verão num acampamento para gênios e Macy ficou encarregada de assumir o emprego dele na biblioteca. O combinado foi que ela mantivesse ele atualizado sobre os acontecimentos na biblioteca por meio de emails diários. Apesar de ser uma relacionamento frio, tudo estava bem. Até que Macy tem um dia ruim e resolve contar para ele, assinando a mensagem com eu te amo. Sério, quem faz isso com apenas um ano e meio de namoro? Jason, o robô, pede um tempo para ela depois dessa tragédia, alegando que o compromisso pode atrapalhar os planos dele.

Como toda desgraça é pouca, a mãe dela que exige nada menos que a perfeição. Não importa que isso signifique ela não tem uma vida. Que ela viva em busca desse objetivo inalcançável, que ela é infeliz, que o luto está matando ela aos poucos. Tudo isso é aceitável desde que as duas não falem sobre o pai/marido que morreu de maneira inesperada.

Então surge o buffet Wish que é repleto de pessoas imperfeitas e satisfeitas com a vida que levam. Eles amam o caos! A dona da empresa é a Delia, uma mulher grávida que vive esquecendo das coisas. Na equipe, estão Kristy e Monica, duas irmãs que são extremamente opostas. Kristy tem cicatrizes no rosto, se veste com roupas chamativas e fala tudo que pensa. Monica é mais conhecida como Monotone e durante o livro repete sempre as mesmas três frases: Mmmmmm, Donneven and Bettaquit. E tem também os irmãos Wes e Bert que são sobrinhos da Delia e perderam a mãe recentemente. Bert, o mais novo, é obcecado pelo fim do mundo e teorias conspiratórias.

Ah, o Wes. Ele é tipo o homem perfeito, todas as meninas o querem. Ele tem um passado meio negro, foi preso e tudo mais. Atualmente, é bom moço de alma torturada que faz esculturas de sucata. Apesar de ser do tipo caladão acaba virando o melhor amigo da Macy. Eles brincam o tempo todo de Verdade e dessa forma se conhecem e admitem coisas que nunca pensaram em dizer em voz alta.

O que mais me marcou nesse livro foi o modo realista como todos os estágios do luto foram tratados. Quem já passou por isso, se identifica facilmente com a Macy. Os sentimentos dela são bem reais. Eu não diria que é um livro sobre luto ou superação, é mais um livro sobre pessoas. O que faz cada um levantar da cama pela manhã. É uma linda homenagem a nostalgia e uma crítica sobre o mito da perfeição. Mas acima de tudo é sobre família.

Um comentário:

  1. Ótima review!
    Esse livro parece ser muito interessante. ^^
    Encontrei o seu blog no desafio de férias da Garota It. Depois passa no meu blog e de uma olhada nas minhas reviews.

    Beijos,
    Kathy
    http://leitora-compulsiva.blogspot.com

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