Título Nacional: Os 13 Porquês
Autor: Jay Asher
Ano de Lançamento: 2009
Número de páginas: 258
Editora: Ática
Título Original: Thirteen Reasons Why

Suicídio é um assunto naturalmente complicado e polêmico. Talvez por isso seja raramente visto em livros juvenis. Descobri o livro Os 13 Porquês sem querer, xeretando a tela do computador de uma amiga.

Na volta da escola, Clay Jensen encontra uma misteriosa caixa de sapato na porta de casa. Nela, estão as sete fitas cassetes que contam as 13 histórias que levaram a jovem Hannah Baker a cometer suicídio. Faz apenas duas semanas que a colega de classe, que por acaso também era uma paixão antiga, se matou. E detalhe, Hannah considera que as estrelas de cada história, pessoas que em algum momento receberão essas fitas, a influenciaram na hora de acabar com a vida dela.

Logo na primeira gravação ela explica as regras do ‘jogo’, todos têm que escutar tudo do começo ao fim e depois passar a caixa para o personagem principal da história seguinte. Caso isso não aconteça, uma segunda cópia das fitas será liberada para todo mundo, revelando o pior de cada um deles.

Analisando individualmente os ‘porquês’ do suicídio da Hannah, parece que ela exagerou no drama e se deixou levar. Mas somando tudo que ela presenciou fica evidente que a última decisão dela foi a soma de todos as outras escolhas que ela fez. Em algum momento, ela perdeu a fé na humanidade e cansou de ser decepcionada/traída/humilhada/assim por diante por aqueles que confiava.

A narrativa fica dividida entre as emoções/reações de Clay e as fitas da Hannah. E no meio de tantas reviravoltas, justificativas e sinais óbvios de tendência suicida de uma menina invisível, surge uma história de amor. Ela sempre deixa subentendido que quando começou a fazer as gravações já havia feito A decisão, mas ler as fitas dela faz com que o leitor esqueça que ela já estava morta desde o começo.

O livro é curtinho e envolvente. Mesmo sabendo como a história vai acabar, não dá vontade de largar ele. É como brincar com um quebra-cabeça mórbido. Apesar de ser sobre suicídio, o autor conseguiu deixar de fora qualquer tipo de lição de moral.



*para quem quiser ouvir as fitas da Hannah, tem no youtube

2 comentários:

  1. Esse livro é fantástico. Eu acho que ele deu uma lição de moral no final sim... É meio: "preste atenção em como você trata os outros". É um livro forte, mas ótimo.

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  2. Nossa. bom saber, parece ser bem envolvente mesmo, daqueles que não dá vontade de parar de ler. To com vontade de lê-lo agora. Adorei o blog. Um beijo Gi.. vou ver os outros post. Juliana - Samir.

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