Deitada no sofá em uma manhã preguiçosa de férias, assisti a um desenho chamado "Avatar". Anotei mentalmente o horário, pra acompanhar no dia seguinte, e no outro também. Porque "Avatar" era um desenho diferente dos outros: ele tinha um enredo elaborado, personagens cativantes e alguma filosofia nas entrelinhas. Muito mais inteligente do que a média (em qualidade) do que outros, sempre pensei que o desenho daria um excelente filme.

Anos depois, quando disseram que o James Cameron ia lançar um filme chamado "Avatar", sorri de orelha a orelha, relembrando do desenho. #EpicFail, porque o filme de Cameron sobre as pessoas azuis do planeta Pandora não tem nada a ver com o que eu imaginava ter - no caso, o desenho animado. E aí o sorriso ficou guardado, para aparecer novamente no rosto na última sessão de cinema que fui, ver "O Último Mestre do Ar" - a mudança de nome foi necessária e acabou fazendo bem ao filme.

Dirigido por M. Night Shyamalan - de "O Sexto Sentido" e "A Dama da Água" - o filme conta a história de um mundo em que existem pessoas capazes de dominar a água, o ar, o fogo e a terra, como elementos de si mesmo: são os dobradores. Para equilibrar as coisas entre os povos, existe o Avatar, capaz de "dobrar" os quatro elementos e se comunicar com os espíritos. Só que o Avatar desapareceu e a nação do fogo está em guerra com as outras, querendo dominar o mundo que nem o Pinky e o Cérebro subjugar todos.

Nesse contexto de guerra entre os povos, os irmãos Sooka e Katara, do reino da água, encontram congelado em um lago Aang, um garoto que domina habilidosamente o ar. E Aang é o garoto do título do filme: o último mestre do ar. Os três então partem em uma aventura para lutar contra as injustiças cometidas pela nação do fogo, encontrando como principal inimigo o renegado príncipe Zuko.



O filme é fiel ao desenho animado que o originou. Creio que o filme gera certa implicância na crítica por dar importância a temas mais ligados a religiões orientais, como reencarnação e espíritos guias. Porém, acredito que a parte mística é tão fundamental a história quanto as partes cheias de golpes de kung fu! E é tudo tão bem feito, os efeitos estão perfeitos, os atores encarnaram bem os personagens - apesar dos irmãos serem negros no desenho e brancos no filme, o príncipe Zuko é branco no desenho e bem moreno no filme.

Creio que haverão três filmes: esse primeiro é concentrado no começo das aventuras e no elemento da água, o segundo deve ser o da terra e o terceiro sobre o fogo e o desfecho da história. Tomara que seja assim mesmo, já estou ansiosa para acompanhar as versões cinematográficas.

Encontrei um artigo da Wikipédia bem esclarecedor sobre o desenho animado, se bater uma curiosidade, você pode ler clicando aqui.

0 comentários:

Postar um comentário

Sigam-nos os bons!

Giselle lê

Robertha lê

Nathaly lê

Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog

Ache no blog

Curte aí!

140 caracteres