Título: Paper Towns
Autor: John Green
Ano de Lançamento: 2009
Número de Páginas: 305
Editora: Speak


Quentin Jacobsen morou praticamente a vida inteira ao lado de Margo Roth Spiegelman, até os nove anos, os dois eram inseparáveis. A amizade chegou ao fim quando eles encontraram o corpo de um homem morto no parque onde brincavam. Foi a descoberta desse suicida, somada a reação de cada um deles, que mudou o relacionamento de Margo e Quentin e fez com que seguissem caminhos diferentes após esse dia.

Já no colegial, Quentin nutre uma profunda obsessão pela ex-melhor amiga, com quem agora não conversa. Ele a observa de longe e ela interfere por ele quando o valentão da escola o escolhe como vítima. Apesar de vizinhos, eles vivem em universos distantes. Margo é linda, popular, impulsiva e ligeiramente louca, todos conhecem as aventuras absurdas dela. Quentin é um nerd racional demais para se divertir.

Poucas noites antes da formatura, Margo aparece na janela Quentin, como nos velhos tempos, e o recruta para uma louca jornada de vingança. Passar uma noite inteira ao lado da garota dos sonhos dele, faz com que Q, como é chamado pelos amigos, tenha esperança de que as coisas mudem mais uma vez e que na manhã seguinte eles continuem próximos. Imaginem a surpresa do garoto quando descobre que Margo sumiu da face da Terra, deixando apenas pistas bastantes complicadas para ele chegar até ela.

Eu sempre acreditei que paixão a primeira vista é algo muito complicado. A gente passa a gostar de uma série de características que supomos que a outra pessoa tem, nos apaixonamos por ideias. A roadtrip de Q, com os amigos igualmente nerds, mostra que ele não sabia N A D A sobre Margo, nada mesmo. Enquanto ele descobre quem era aquela garota tão complexa, acaba descobrindo quem ele realmente é.  

Os personagens principais são muito parecidos com Miles e Alaska, de Looking for Alaska, e os secundários são igualmente ricos no quesito personalidade, seja o Radar, o obsessivo autor do site Omnictionary, ou a Lacey, que não é tão superficial quanto parece. A semelhança com o outro livro do autor deixa uma constante sensação de "eu já vi isso antes", mas a história é tão bem escrita e desenrolada que isso não importa. O leitor quer saber o final, se vai ser feliz ou não, e é justamente o fim que muda tudo, que não deixa dúvidas que essa é uma obra única.

Paper Towns é cativante, envolvente, inteligente, engraçado, profundo, viciante, filosófico, realista e brilhante. Apesar de parecer o bom e velho mais do mesmo, consegue surpreender. A conclusão é que não existe nada melhor do que embarcar numa aventura de John Green, se deixar levar por ele. O cara é um gênio da simplicidade, seus enredos misturam planos mirabolantes com acontecimentos rotineiros. Uma das coisas que mais me marcaram sobre os livros dele é a riqueza de detalhes, todos os personagens principais dele são obcecados por algum tema e dividem informações sobre o assunto com o leitor. Ler John Green é sempre uma experiência marcante e inesquecível. 

Um comentário:

  1. Que resenha ótima, eu ja quer ler esse livro e outros do John Green, mas não saber ler em inglês acaba com as minhas esperanças! hahaha
    Vai pra minha lista do skoob com certeza!

    Beijão
    Will
    Vício de Cultura

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