Título Nacional: Os Primeiros Dias
Autor: Scott Westerfeld
Ano de Lançamento: 20o8
Número de Páginas: 336
Editora: Galera Record
Título Original: PEEPS

Os Primeiros Dias é o primeiro volume da saga de dois livros, Vampiros em Nova York. Saga essa que tem como segundo e último volume o livro Os Últimos Dias. Nomes bastante subjetivos, não?

Apesar dos títulos brasileiros não serem muito criativos, o que não falta nesse livro é criatividade. Como de costume, Scott Westerfeld criou um universo inédito. A diferença é que dessa vez foi a partir de algo mais do que conhecido: os mitos a respeito dos nossos queridos sugadores de sangue, os vampiros.

O grande poeta Dinho, da banda Mamonas Assassinas, cantou várias vezes: Se der chuva de Xuxa, no meu colo cai Pelé. E o que isso tem a ver com esse livro? Fácil! Cal Thompson é um típico cara azarado. Quando ele se mudou dos Texas para a grande Nova York, não imaginava que iria conhecer a mulher responsável por tirar a virgindade dele num bar gay. E cade o azar nisso? Tudo nessa vida tem um preço, e a tal garota é parasita positivo, em outras palavras, vampira.

Antes de me aprofundar na trama, esqueça tudo que você sabe sobre vampiros. Nesse universo, o vampirismo é transmitido por meio da troca de sangue, em relações sexuais, ou de saliva, em mordidas e/ou beijos. E duas coisas podem acontecer, o contaminado pode virar um peep (portador positivo) muito louco, um zumbi comedor de carne, ou uma pessoa equilibrada com força, visão, audição, olfato e sexualidade absurdamente desenvolvidos, o que é um caso mais raro. O preço de não virar um canibal é baratinho, uma vida inteira de celibato para não contaminar geral.

Cal Thompson se encaixa na segunda opção e trabalha na Patrulha Noturna, um tipo de organização encarregada de controlar essa peste e fazer um trabalho de reabilitação com os peeps. Para capturá-los, é preciso saber as coisas que a criatura costumava amar antes de se transformar, porque o contatos com objetos que costumavam ser de interesse deles, causa profunda dor. Isso se aplica a tudo e explica a maioria dos mitos sanguessugas, eles não curtem a luz pois amavam o sol, não gostam de espelho porque antes eram ligadões na imagem deles mesmo, fogem de água benta e crucifixos pois eram religiosos e se afastam da família porque amavam os parentes. 

Todas as justificativas, do como os vampiros viram vampiros, são totalmente biológicas e relacionadas a adaptação e evolução do parasita responsável pela "doença". E talvez por isso os primeiros capítulos sejam um pouco confusos, é como estudar para uma prova da escola, mas depois que você pega o ritmo, as coisas ficam mais fáceis e fluem naturalmente. 

Se tem uma coisa que esse livro tem de sobra é conhecimento. O autor se preocupou em justificar essa "realidade alternativa" em fatos biológicos e históricos da nossa realidade. O cara é ninja e me obriga a dizer, mais uma vez, como sou fã da inteligência dele.

O livro é incrível e super diferente de tudo que tem no mercado literário em matéria de vampiro. Antes de começar a leitura é preciso esquecer os tipo sombrio de Anne Rice e a viadagem o romantismo da Stephenie Meyer. E só então, começar a aproveitar a viagem.

Um comentário:

  1. Olá!

    Eu quero! Puxa, curti pra caramba! Parece ser muito, mas muito legal mesmo.

    Abraços!

    ResponderExcluir

Sigam-nos os bons!

Giselle lê

Robertha lê

Nathaly lê

Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog

Ache no blog

Curte aí!

140 caracteres