Não me Abandone Jamais (ou em inglês, Never Let Me Go), conta a história de Kathy, que em breve vai deixar a profissão de cuidadora em um hospital e que começa a relembrar seu passado. Quando criança, Kathy foi criada/educada em um internato, e lá conheceu seus melhores amigos, Ruth e Tom.

Só que nem o internato, nem Kathy, Ruth ou Tom são o que parecem ser. Todas as crianças na verdade são doadoras, criadas para crescerem saudáveis e doarem seus órgãos para seus "donos" no futuro (um desenvolvimento da ciência permitiu que isso fosse possível - mas em momento algum ouvi 'clonagem').

A partir da terceira ou quarta doação, geralmente os doadores acabam falecendo. E é essa a realidade dos três, mesmo que muitas vezes não dita, eles sabem que não terão uma longa vida, e que nasceram em função de servir a outra pessoa que eles nem conhecem.

Essa premissa me lembrou um pouco outro filme: "A Ilha", dirigido pelo Michael Bay e com o Ewan McGregor e a Scarlet Johansson. Só que a diferença entre os dois filmes é que, enquanto em "A Ilha" não é mostrada a infância dos personagens e eles fogem, em "Não me Abandone Jamais" temos a sensação de conhecer os três, e eles aparentemente estão conformados com a função que tem no mundo, tanto que Kathy escolhe como profissão ajudar outros doadores (como ela) nos hospitais.

Enfim, eu acho que é um filme que vale a pena ser visto, porque tem a fotografia mais linda e bem trabalhada que eu vi há tempos e todo o elenco está muito bom. Além disso, é um daqueles filmes que deixam várias questões implícitas, para que você pense mais na vida e o que você faz dela, já que tem o poder de escolher, e o que faria se não tivesse.

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