Título: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
Autor: Leandro Narloch
Ano de Lançamento: 2011
Número de Páginas: 367
Editora: Leya

Querendo fugir um pouco depois da overdose de sobrenatural quando li Cidade dos Ossos, comecei a ler esse livro. Na verdade, eu descobri ele a um tempo, quando ainda estava na primeira edição (essa que eu li é a segunda) e teve uma Superinteressante que fez uma reportagem de capa sobre os mitos/ficções da História do Brasil, e o livro/autor era uma das fontes.

Um resumo do livro: perca suas ilusões; muita coisa que aprendemos sobre a História do país na sala de aula já não é mais encarada e contada da mesma forma, porque os historiadores continuam pesquisando e descobrindo que não foi bem assim. Eu sempre fui uma aluna exemplar em História (verdade, pode perguntar para meus amigos quem passava cola nas provas pra eles), é um assunto que me interessa.

Os capítulos são relativamente curtos, e todas as informações parecem ter sido bem pesquisadas.Eu gostei de ter lido, porém o autor "me perdeu" (no sentido de que comecei a sacar qual era a dele) quando cheguei no capítulo sobre o Acre, no qual ele afirma que aquele estado é apenas um prejuízo para o Brasil (tipo poucos impostos e muitas despesas). Sério mesmo isso? O negócio piorou no capítulo sobre os comunistas, em que ele fala um pouco sobre o Prestes e a Olga, e depois solta a pérola de que a Folha estava certa em chamar a Ditadura no Brasil de "Ditabranda" pois aqui tivemos menos mortes do que nas outras ditaduras pela América do Sul. Sério mesmo isso? Sério que ele chamou de branda também? Fiquei com vontade de xingar muito no twitter.

Mas assim, esquecendo esses dois capítulos que me emputeceram muito, o livro é legal. Então se você não se importa em ler alguém amenizando a ditadura e esculachando o Acre, além de ter alguns conhecimentos históricos postos em dúvida, certamente é uma leitura recomendável.

Um comentário:

  1. Muito boa a análise, pois foi justamente o que aconteceu comigo. Quando ele começa os capítulos mais "políticos", solta umas que parecem ter apenas o propósito de ser polêmico (e defender o ideal dele, igual quem ele critica).
    Com a proposta de "cutucar" as pessoas, ele cria uma ótima defesa, pois qualquer crítica poderá ser rebatida com um "você não quer largar suas idéias" ou "ficou ofendido pq é verdade".
    Então,tirando esses capítulos, vale a rápida leitura.

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