Título Nacional: A montanha e o rio
Autor: Da Chen
Ano de lançamento: 2006
Número de páginas: 493
Editora: Nova Fronteira
Título Original: Brothers

Em plena Revolução Cultural, o jovem general Ding Long gera dois filhos destinados a fazer grandes coisas na China. Tan é fruto de um casamento poderoso e cresce cercado de luxo, mimado pelos dois avôs. Shento é filho de uma camponesa que se jogou de um penhasco logo depois do parto. Ele é criado nas montanhas por um velho curandeiro.

Os dois crescem em mundo diferentes, desconhecendo a existência do outro. Acompanhamos a adolescência sofrida de Shento num reformatório, e seu amor pela única fonte de esperança em sua vida, a menina Sumi Wo.  Tempos depois, vemos a família de Tan ser expulsa de Beijing, e ele se apaixonando pela moça Sumi Wo.

É assim que o destino ironicamente faz os dois se conhecerem. E se tornarem inimigos mortais por uma série de motivos políticos e pessoais. Acompanhamos a saga dos rapazes e vemos no que eles se transformam. Um tirano desprezível e um rebelde admirável.

A narrativa é alternada entre o ponto de vista dos personagens, geralmente entre Tan e Shento. A trama é super complexa, explorando o romance e a história da China. Prende o leitor por ser tão diferente das histórias ocidentais, mostrando um cultura extremamente interessante. É um livro despretensioso e cheio de reviravolta. Da Chen escreve de maneira direta e poética, com algumas passagens chocantes e desagradáveis, e outras apaixonantes de tão sensíveis. O final é surpreendente.
Outro dia percebi que nunca falei aqui no blog de uma das séries que acompanho: Modern Family.



Pra quem não conhece, Modern Family conta a história de uma família dividida em três núcleos.

O pai da família é Jay. Um cinquentão que depois de ter dois filhos e se divorciado, se casou com uma colombiana muito mais nova que ele, Gloria. Ela, apesar do que pensam, é uma pessoa muito amorosa, porém, gosta de ter sempre o controle da situação. E tem seu filho Manny, um garoto de uns 12 anos que age como se tivesse uns 30.

Uma das filhas de Jay é Claire. Ela se casou bem nova com Phil, um verdadeiro Geek de tecnologia. Eles têm três filhos. A mais velha é Haley, uma periguete típica patricinha americana, meio burrinha. Alex é a do meio, a garota faz questão de ser o oposto da irmã e vive pregando peças nos irmãos, que sempre caiem na dela. E por último, o mais novo é o Luke. O que falar dele? Ele é meio burrinho, mas todo o seu charme provem desse fato.

A última familia é a de Mitchel, o filho mais novo de Jay. Ele vive em um relacionamento com Cameron. Os dois adotam uma bebê vietnamita, Lily. Tenho que dizer que Cameron é um figura!

A série é uma espécie de videodocumentário. Então, rola uns momentos em que eles contam as histórias olhando direto para a camêra e umas olhadinhas furtivas quando estão fazendo alguma coisa errada. É hilário. Apesar de ser uma sitcom, não tem as famosas risadinhas. O riso vem naturalmente mesmo, graças as situações bizarras em que essa família se mete.


Modern Family já está na segunda temporada nos EUA. Aqui no Brasil, a série passa na Fox, toda  segunda, às 22 horas.
Título Nacional: Louras Zumbis
Autor: Brian James
Ano de Lançamento: 2010
Número de páginas: 236
Editora: Galera Record
Título Original: Zombie Blondes

O grande trunfo de Louras Zumbis é ser um livro rápido - um pouco mais de duzentas páginas que passam voando pelos seus olhos, graças a habilidade do autor em nos deixar com a maior curiosidade sobre o que vai acontecer.

O livro conta a história de Hannah, uma jovem que vive mudando de cidade junto com seu pai, um ex-policial. Ela está cansada dessa vida, e quando eles chegam a essa nova cidade, Maplecast, ela decide que será diferente: dessa vez ela fará tudo certo e será uma das garotas populares - e admiradas- na escola.

Eu entendo o quanto a popularidade é importante para as adolescentes, mas me senti velha lendo esse livro, já que passei dessa fase e isso já não tem tanta importância assim para mim. Além disso, Hannah é tão focada em seu objetivo que acaba agindo como diz aquele ditado: "o pior cego é aquele que não quer ver". Às vezes você pode se ver, durante a leitura, odiando tamanha burrice da protagonista.

Esquecendo essas partes, recomendo a leitura para descontrair durante algo sério, ou para relaxar durante um feriadão (que foi o que eu fiz hihihi). A capa é muito bonita, mas depois que você termina a leitura, pode passar a não ter a mesma opinião sobre ela!
Sabe aquele filme que você não entende qual é a mensagem dele mas continua assistindo mesmo assim? Assistir Maluca Paixão requer paciência do telespectador.

Mary Horowitz (Sandra Bullock) é uma mulher excêntrica, que leva a vida muito ao pé da letra. Criadora das palavras-cruzadas semanais de um jornal de cidade de Sacramento, parece mais uma enciclopédia ambulante que usa botas vermelhas de verniz. Ela é solteira, usa roupas estranhas, vive com os pais e o melhor amigo é um hamster de estimação. A mulher fala sem parar. 

O chefe recomenda que ela seja mais normal. Os pais marcam um encontro com o filho de um casal de amigo. O resultado? Steve (Bradley Cooper) transforma Marry numa pessoa ainda mais louca. Ela literalmente o ataca e arranca a roupa dele. Pouco tempo depois resolve que o destino dela é estar com ele. Dessa forma, Mary embarca em uma jornada stalker pelo país atrás do verdadeiro amor.

Enquanto você assiste o filme, fica pensando sem parar, "sério? Existe mesmo alguém tão sem noção assim?". Não acontece a empatia típica de comédias com a personagem principal. Até que no finalzinho do filme você percebe. A mensagem se torna clara e cristalina como água. Ela não é tão sem noção quanto parece, pelo contrário, Mary está cansada de ouvir as pessoas dizendo o quanto ela precisa mudar, como ela é exagerada, não é normal. O mais incrível é que ela não liga! Mesmo quando as pessoas falam com todas as palavras aquilo que é capaz de partir o coração de qualquer pessoa. 

Então a empatia acontece. 

Maluca Paixão não é fácil de assistir, dá vontade de mudar de canal. Mas vale a pena esperar até o fim por ser algo tão diferente, tão fora do padrão de comédia romântica. 
Título Nacional: Eu, o desaparecido e a morta

Autor: Jenny Valentine
Ano de Lançamento: 2010
Número de páginas: 182
Editora: iD
Título Original: Finding Violet Park

O que poderiam ter em comum um garoto de 16 anos, um pai desaparecido e as cinzas de uma velha senhora? Muito mais do que você imagina.

Tudo começa quando Lucas encontra a urna da senhora Violet Park abandonada numa companhia de táxi. Aparentemente, ela foi esquecida num táxi há alguns anos atrás e ninguém nunca foi a sua procura.

O garoto não consegue parar de pensar que aquele não era lugar para uma senhora passar a eternidade e resolve tirá-la de lá e encontrar o lugar ideal para seu descanso eterno.

O que Lucas não sabia é que Violet seria a peça chave para descobrir o que aconteceu com o pai. Ele desapareceu sem nenhum aviso quando Lucas tinha 11 anos e até hoje ninguém sabe o que lhe aconteceu.

Porém, Violet acaba virando coadjuvante em vários momentos. O ponto principal é o estado em que a família de Lucas ficou depois do desaparecimento de Peter (o pai). São apresentados vários pensamentos muito interessantes e frases poéticas de Lucas.

A autora consegue estabelecer muito bem o lado psicológico dos personagens. Apesar de ser um livro curtinho, a narrativa é muito bem construida.

O jeito dessa narrativa me lembra muito a de Markus Zusak em seu livro Eu sou o mensageiro (ele também é o autor de A menina que roubava livros), que, na minha humilde opinião, é uma leitura obrigatória. Assim como Eu, o desaparecido e a morta.

Título Nacional: A Cabana
Autor: William P. Young
Ano de lançamento: 2008
Número de páginas: 238
Editora: Sextante
Título Original: The Shack




Você deve se lembrar do desenho animado Caverna do Dragão. Nele, o Mestre dos Magos guiava os jovens perdidos através de metáforas ou parábolas. Era necessário um esforço da massa craniana para compreender a mensagem por trás do que o velho baixinho dizia. É mais ou menos isso que acontece com esse livro.

A Cabana conta a história de Mack, um pai de família que está tentando conviver da melhor forma possível com a morte de Missy, a filha caçula. Só que ele não está conseguindo, o que ele chama de A Grande Tristeza está o dominando e prejudicando sua relação com o restante da família. Até que ele recebe um bilhete pedindo que ele vá até a cabana, lugar onde Missy foi assassinada. E o bilhete está assinado nada mais, nada menos, por Deus.


Não vou contar o que acontece, porque estragaria as surpresas do livro. E acredite, ele é cheio delas, e das boas. Enquanto lia, pensava se alguém que não tem esse conceito - de que Deus existe - poderia ler esse livro e entender a mensagem que ele quer passar. Acho que dependeria muito de quão radical essa crença - ou melhor, falta de crença - da pessoa é. Enfim, é um bom livro, que fala principalmente de aprendizados que podemos tirar de situações tristes em nossas vidas.


Minha estréia nessa seção! Vou dividir com vocês as minhas últimas comprinhas.


-> Feios - Scott Westerfeld
Um amigo me emprestou esse livro e eu até já fiz a resenha. Só que eu gostei tanto que precisava ter o meu exemplar.

-> Perfeitos - Scott Westerfeld
Já acabei de ler e amei! Logo mais tem resenha!

-> Queria que você estivesse aqui - Francesc Miralles
Fiquei super intrigada com a trama de amor e música. Achei diferentão.

-> Pequena Abelha - Chris Cleave
Ganhei da Giselle o primeiro capitulo e logo me apaixonei pela história tão triste desse livro.

-> O mundo pós-aniversário - Lionel Shriver
Comprei no impulso. Espero não me arrepender.

-> The complete ilustrated novels Sherlock Holmes - Sir Arthur Conan Doyle
Sempre quis conhecer as histórias dele!


Como treinar o seu dragão conta a história de Soluço. Um garoto viking franzino e atrapalhado que vive numa ilha que é atormentada por dragões. O seu pai é o grande líder do lugar e não consegue entender como o seu filho acabou sendo tão diferente dele.

Na sua ânsia por agradar seu pai e provar que ele é capaz de ser um verdadeiro viking, ele consegue capturar um dragão chamado Fúria da Noite, o mais temido de todos. O que acontece é que ele não consegue matar o bichinho e eles acabam virando amigos. E por causa dessa amizade, Soluço percebe que tudo o que os vikings sabiam sobre dragões estava errado e cabe a ele e ao Banguela (o dragão de estimação) provar a todos a verdade.

O que mais gostei do filme foi o sotaque engraçado dos vikings e do Banguela, eles conseguiram fazer um dragão ficar fofinho! O filme também passa uma mensagem de amizade e coragem bem legal, mas tenho que dizer que achei bem previsível. Talvez uma coisa ou outra tenha me surpreendido. Sinto falta daquele charme e beleza que os filmes da Pixar sempre têm.

Sigam-nos os bons!

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