Comecemos pela capa fofíssima e super elaborada. É simples, minimalista e com um ar misterioso. Posso até me atrever a comparar com a história que o livro carrega. August Pullman, o Auggie para os mais íntimos, nasceu com uma alteração genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Essa síndrome foi a causa de Auggie ter sido submetido a muitas cirurgias e plásticas para tentar reverter o quadro clínico. Além de conviver com constantes complicações médicas que sempre o impediram de frequentar uma escola...até agora.

Auggie se vê com um baita desafio pela frente. Ser aluno novo em condições normais já não é fácil e para Auggie, que tem um rosto tão diferente, isso é um pouquinho mais complicado. Sua grande missão é convencer todos os colegas que, apesar da aparência incomum, é um menino igual a todos os outros de sua idade. Com vários obstáculos e problemas a serem enfrentados, Auggie nos mostra que a força de vontade e garra para vencer na vida são essenciais para conquistar seu espaço na sociedade em todos os aspectos.

O livro é muito bem escrito e objetivo. Não é cheio de ladainhas e enrolações. O que achei mais legal é que não temos somente a visão do Auggie contando sua história e seu ponto de vista de "vítima". Também, podemos conhecer como as outras pessoas, que vivem a seu redor, se sentem em relação a seu "problema" e até compreendemos o motivo de muitas ações e reações. Hora é na visão de sua irmã, hora é na de seu colega da escola, entre outros. Apesar de Auggie sofrer com essa síndrome, ele não é um protagonista que tem pena de si mesmo e fica se lamentando a todo momento. Ele sabe dar um basta nisso.

Posso dizer que a história abordada no livro é sobre superação e aceitação e, apesar de contar o dia a dia de um menino com uma deficiência física, não achei tão terrível assim. Não é a coisa mais feliz do mundo, mas Auggie nos mostra que, mesmo com muitos problemas, é possível ver a luz no final do túnel. Mas, ao mesmo tempo vejo que esse assunto de que "a aparência não importa" será martelado ainda por muito tempo e que o quote "não julgue um livro pela capa" ainda está muito na teoria. Não vivemos assim, nossa sociedade não é assim. 

Aqui vou eu mudar isso: dê uma chance a Extraordinário. Ele poderá fazer com que você mude a forma de ver o mundo. Vai valer a pena! 

0 comentários:

Postar um comentário

Sigam-nos os bons!

Giselle lê

Robertha lê

Nathaly lê

Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog

Ache no blog

Curte aí!

140 caracteres