Don Tillman tem 39 anos, é professor de genética na Universidade da Austrália e vive cercado de manias e regras. Para ter sua vida não é preciso se esforçar muito. Ele come lagosta com salada de wasabi às terças (e segue rigorosamente o cardápio, já que com essas refeições padronizadas, ele evita o desperdício de ingredientes e diminui o tempo no preparo); todos os compromissos têm um cronograma; reservou em sua agenda alguns minutos para praticar aikido e caratê antes de dormir; e tem uma hora para limpar o banheiro. Ele sabe que não se veste da maneira que as pessoas esperam e que esses hábitos não são reconhecidos como naturais pela sociedade. Apesar dessa programação toda, caso algum contratempo surja, ele resolve tudo com uma pesquisa científica. Bom, quase tudo.

Don não tem habilidades sociais - nenhuma mesmo. É um sujeito que não tem filtro; fala o que pensa e na hora que lhe dá na telha, independente da hora ser adequada ou não e tem padrões estabelecidos para tudo. Sendo assim, você já pode imaginar o desastre que é com as mulheres. Don também não tem muitos amigos. Seu grupo seleto é formado por Gene, também professor na Universidade, e a mulher dele, Claudia.

Até o momento, a única coisa que ele não conseguiu esclarecer com suas habilidades de geneticista, é sua incapacidade de arrumar uma esposa e adivinhem. Para solucionar o problema, Don desenvolve o Projeto Esposa, que é um questionário minucioso que irá ajudá-lo a filtrar as candidatas inadequadas a seu estilo de vida: fumantes JAMAIS, mulheres que usam muita maquiagem e que se atrasam por mais de cinco minutos também estão fora do jogo. Com todas essas exigências, esse questionário começa a demandar muito de seu tempo, que se torna escasso quando conhece Rosie (fumante, vegetariana e nunca nunca nunca consegue chegar na hora marcada).

Rosie entra na vida de Don para dar uma reviravolta . Ela nunca se candidatou ao Projeto Esposa e, sem querer, começa a mostrá-lo que a mulher ideal não existe, mas não é uma tarefa muito fácil. Ele é bem fiel a seus mandamentos e crenças, mas a medida que Rosie vai dando seu jeitinho, despretensiosamente, ele começa a ceder.

Tenho quase que certeza que Don Tillman foi inspirado em Sheldon Cooper, personagem do seriado americano The Big Bang Theory. Enquanto eu lia o livro, parecia que estava ouvindo o Sheldon e o imaginava tendo as mesmas ações e reações. A história é muito boa, mas imagina o Sheldon narrando alguma coisa? Você vai precisar de um pouquinho de paciência.

Uma das principais coisas que me chamaram atenção, foi que esse livro é narrado em primeira pessoa por um homem e é super difícil encontrar um romance narrado pela figura masculina. Don é um personagem bem característico e foi bem desenvolvido - vai amadurecendo a medida que você vai virando as páginas e expõe suas dificuldades e tenta mudá-las - e Rosie é o típico personagem que chega para desconcertar um cenário já montado. E foi disso que eu gostei.

Durante vários momentos da história, Don afirma que é incapaz de amar, mas ao final do livro percebemos que O Projeto Rosie nos ensina, acima de tudo, o que é o amor. Além de abordar assuntos como de onde vem essa necessidade que temos de categorizar as pessoas; por que temos o péssimo hábito de dizer o que os outros devem sentir e quando e isso tudo é o que torna o livro especial.

Apesar de eu ter comentado de que você precisará ter paciência durante a leitura, se você entrar nessa com a mente aberta, irá desfrutar de um ótimo momento. É uma leitura muito boa e que indico. 

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