Esse livro me pegou pela mão e disse: "Leia-me! Leia-me!". Em primeiro lugar pela capa, que achei extraordinária. Em segundo porque na parte de trás, uma citação da Redbook´s Sizziling Summer Read List diz que se você gostou de Um dia, do David Nicholls, você vai adorar esse livro. No mínimo me deixou curiosa, porque sempre desconfio dessas comparações com outros livros, mas eu amo de paixão Um dia, então resolvi dar uma chance a Adeus, por enquanto.

E sinto que de algum modo, valeu a pena. A história pode ser dividida basicamente em duas partes. Na primeira, Sam Elling é programador de uma empresa que administra um site de relacionamentos, naquele estilo "encontre a sua alma gêmea por 29,99 por mês". Incentivado pelo chefe a aumentar a produtividade do site, Sam acaba inventando um algorítimo capaz de juntar realmente juntar almas gêmeas, verificando os históricos pessoais de cada um (na internet, nas coisas que comprou com cartão de crédito) ao invés do que a pessoa dizia ser no site.

É então que Sam decide usar sua nova criação nele mesmo, e acaba conhecendo Meredith Maxwell. Os dois são perfeitos um para o outro. Só que o programa que Sam inventou é eficiente demais, e a empresa não gosta de ter menos assinantes, mesmo que isso signifique mais gente em relacionamentos felizes de verdade.

A segunda parte começa quando a avó de Meredith, Olívia,  morre. Ela fica inconsolável com isso, pois elas eram muito próximas. Então Sam resolve embarcar de cabeça em um novo projeto para ajudar Meredith: a partir dos históricos de e-mails trocados e conversas de vídeo entre elas, o computador projeta novas respostas como se fosse mesmo a avó respondendo. É como se você tivesse a chance de falar novamente com seu ente querido que faleceu, só que na verdade é um computador inteligente utilizando palavras e gestos do passado para te responder agora.

É claro que isso dá uma confusão danada, porque não vai ficar nisso: o casal decide abrir uma empresa e oferecer esse serviço, chamado RePose, para qualquer um que queira pagar e participar. E apesar de super criativo e de ajudar algumas pessoas, o livro também mostra como poder voltar a falar com seu ente querido falecido pode ter várias implicações pessoais, sociais e éticas que não são necessariamente as esperadas.

Eu gostei do tema criativo e do modo como a autora soube narrar a história sem deixar de lado o realismo e como as pessoas se sentem depois de perder alguém que amam. Gostei muito do jeito que a autora escreve e sinto que não posso terminar essa resenha sem elogiar a capa, que é uma das mais lindas que eu já vi.

Não é exatamente Um Dia. Não é tampouco um livro leve, pois lida com todos esses sentimentos pesados e o luto, mas é uma ótima leitura.

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