Beatrice Szabo, mais conhecida como Bea, tem 17 anos e é muito solitária. Ela está acostumada a mudar de cidade toda hora para acompanhar o seu pai. Como resultado dessa vida sem raízes, ela aprendeu a não se apegar a nada ou a alguém, pois ela tem uma só certeza: em algum momento ela terá que deixar tudo o que ela acabou de conhecer. Dentre as mil mudanças, Bea se muda para Baltimore e, por incrível que pareça, está bem tranquila e sabe que não tem muito com que se preocupar. Esse é o último ano antes da faculdade e, em breve, poderá ficar sozinha, fixar-se em algum lugar e o principal, ficar longe da mãe que parece que não a quer por perto de jeito nenhum, a trata com descaso e a acusa a todo momento de não ter coração, de ser uma robô feita de lata.

Bea consegue fazer algumas amizades na escola nova. Conhece ASUE (Anne), Tom, Tiza, Walt e Jonah Tate. Jonah é a pessoa com quem Bea tem uma maior aproximação desde o início. Ele é um garoto tímido, solitário, observador, não tem amigos e, também, é conhecido como Garoto Fantasma. Tem a filosofia de vida de que deve ser invisível e esconde uma mágoa muito grande, já que perdeu sua mãe e seu irmão gêmeo, que tinha deficiência física. Ele mora com seu pai, que é muito rico e lhe dá tudo que precisa, menos o essencial, que é o amor.

Os dois são mais parecidos do que pensam. Constroem um laço extremamente forte, compartilham segredos, gostos, medos, planos e varam a madrugada ouvindo um programa de rádio chamado The Night Lights. Apesar da aproximação, Bea não consegue fazer a nuvem negra que vive em cima de Jonah dissipar. A tristeza envolve o menino cada vez mais e parece que ele será engolido por um buraco a qualquer momento.

Como Dizer Adeus em Robô é narrado em primeira pessoa e Bea cumpre esse papel de maneira brilhante. É um livro com uma história original e com muita emoção. Temas fortes como bullying, depressão, solidão, problemas familiares e psicológicos são abordados de forma melancólica, mas ao mesmo tempo com delicadeza. A leitura é de fácil entendimento, fluída porém, ácida.

Dentre os assuntos abordados, o amor aparece como algo bem diferente do que estamos acostumados quando pensamos nesse sentimento. É um tipo diferente de amor; um tipo raro que não se prende às convenções e, querendo ou não, é um raio-x da vida real: há magoas, sorrisos, conforto e mudanças.

Tenho a impressão de que Natalie Standiford criou os personagens com muito carinho. Todos eles, mesmo que secundários, são bem construídos e peculiares. Bea é uma personagem que consegue ser muito humana e demonstra com transparência seus sentimentos. Já Jonah, é um ponto de interrogação. É imprevisível, misterioso e complexo. Se você tentar entendê-lo, quando achar que está conseguindo, ele te fará mudar de opinião logo em seguida. É um livro cheio de surpresas - sendo elas boas ou não. Coloca na lista que vale a pena!

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