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Esse é o primeiro post de uma nova sessão aqui do blog, a Cenas Musicais de Filmes Não Musicais. Uma vez por mês vou dividir com vocês as melhores cenas cantadas/dançadas/dubladas da história do cinema.  

10 Coisas que Odeio em Você
Patrick Verona, interpretado pelo falecido ator australiano amor da minha vida Heath Ledger, canta Can't Take my Eyes of You para fazer as pazes com a rebelde Kat Stratford (Julia Stiles). Ela está jogando futebol quando a música começa a rolar nos auto-falantes, e ele aparece com microfone na mão e o modo rock star ligado. Como se o Heath seduzindo cantando/dançando não fosse suficiente, ainda tem a banda marcial da escola acompanhando.

O Casamento do Meu Melhor Amigo
Esse filme tem três trechos músicais que fazem parte da história de quem assiste a Sessão da Tarde. A cena mais clássica é a do almoço que todo mundo canta junto I Say a Little Pray for You. Também tem o Dermot Mulroney criança cantando The Way You Look Tonight todo sexy no ouvido da Julia Roberts, enquanto eles passeiam de barco. E por último a Cameron Diaz estraga a música I Just Don't Know What To Do With Myself.

(500) Dias com Ela
Depois de ingerir muita bebida alcoólica e ser persuadido pelos imenso olhos azuis da Summer Finn (Zooey Deschanel), o romantico Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) enrola no karaoke a canção Here Comes Your Man. E após a primeira noite de amor dos dois, ele dança You Make My Dreams Come True, com vários estranhos que estavam passeando no parque naquela bela manhã.

Juno
"You're a part time lover and a full time friend" esse é o começo da música Anyone Else But You cantada por Ellen Page e Michael Cera (ou seria por Juno MacGuff e Paulie Bleeker?). Assim como na trilha sonora incrívelmente boa, na cena os dois tocam violão e rola aquela vibe underground/cult independente característica desse filme. Sei lá, é meio bonito, meio esquisito, e muito legal!

De Volta para o Futuro
Marty McFly (Michael J. Fox) mostra toda a sua malemolencia tocando Johnny B. Goode, com a banda fictícia Marvin Berry and the Starlighters, no baile Encanto Submarino do primeiro filme da trilogia. A apresentação que tem direito a duck walk (aqueles pulinho levantando a perna que o Angus Young, do AC/DC, faz), tem como ponto alto o Marty se empolgando com o solo e se esfregando no chão, enquanto geral olha assustado para ele. 
Título Nacional: Feios
Autor: Scott Westerfeld
Ano de Lançamento: 2010
Número de páginas: 416
Editora: Galera Record
Título Original: Uglies

Imagine um futuro no qual todas as pessoas se tornam perfeitas ao completar 16 anos. No período da adolescência são ‘feios’ que esperam ansiosamente pelo aniversário de 16 primaveras, o que significa passar por várias cirurgias de correção. Ossos são esticados, gorduras retiradas, a pele trocada e assim por diante. Depois desse processo, a pessoa se transforma em alguém de beleza estonteante e ao mesmo tempo, igual a de todas as outras pessoas.

Essas características, conseguidas através do famoso estica e puxa, transformam cada um em uma cópia idêntica do restante da população daquela cidade. O padrão de beleza estabelecido nesse futuro, não tão distante assim, vai além da imposição que ocorre atualmente, não existe opção de escolha. Os traços passados de pai pra filho através do DNA são apagados na mesa de cirurgia.

Pois bem, essa é a trama principal do livro Feios. Tally está preste a completar 16 anos e mal pode esperar para se mudar de Vila Feia para Nova Perfeição, mas no meio do caminho ela acaba descobrindo a feiúra que se esconde por trás de tanta beleza. E se toda essa reflexão sobre sociedade e beleza não fosse suficiente, ainda tem uma visão futurista/de ficção científica/ terror se for levado em conta que esse pode ser o nosso futuro sobre a humanidade. Como bônus tem o fato de as pessoas andarem por aí em pranchas voadoras !!!! Sim, como aquelas incríveis do clássico De Volta para o Futuro.

Apesar da linguagem fácil é preciso parar um pouco para analisar a mensagem da história por causa das metáforas. Nada é mastigado nesse livro. E depois de algumas páginas o leitor se vê obrigado a refletir até onde a beleza influencia na sua visão de mundo. Como é observado por Tally, de alguma forma as opiniões que formamos sobre os outros dependem da primeira impressão que o rosto da pessoa causou na gente.

Além das análises filosóficas/sociológicas, Feios também fala sobre amizade, promessas, amor, amadurecimento e síndrome de Peter Pan, também conhecida como medo de crescer. O livro é grandinho mas é tão dinâmico que acaba num piscar de olhos. O único problema é o final, que por se tratar de uma trilogia acaba daquele jeito to be continued.

Sigam-nos os bons!

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