2015 já está quase aí e o que não poderia faltar era nossa lista de melhores do ano. Esperamos que vocês tenham tido ótimas leituras nesse ano e que venham muitas outras em 2015!
Aqui vai nossa lista:

Giselle

Trilogia Just One Day - Gayle Forman



Resolvi trapacear um pouquinho na lista e escolhi esses três livros para o meu primeiro lugar. Só que isso é super justificável porque sem um o outro não faria sentido. É preciso ler todos para acompanhar a história de Allyson e Willem que ao se conhecerem e passarem apenas um dia juntos mudam totalmente o rumo de suas vidas. Os livros tratam muito além de uma história de amor, eles falam sobre como encontrar quem somos não importa o caminho que temos que seguir. Esses livros não só entraram para a lista de melhores de 2014, mas sim para minha lista de melhores livros, por isso recomendo muito a leitura. 

O bicho-da-seda - Robert Galbraith




Como todos sabem, Robert Galbraith é o pseudônimo de J.K. Rowling. Gostei muito de "O chamado do Cuco", o primeiro livro sobre seu novo personagem, o detetive Cormoron Strike. Mas creio que nesse segundo volume a autora realmente consolidou seus personagens e posso dizer que estou muito ansiosa pelas próximas histórias.  Por isso que  "O bicho-da-seda" entra em segundo lugar na minha lista por ser um romance policial inteligente e daqueles que não conseguimos parar de virar as páginas até acabar. 

Landline  - Rainbow Rowell





Como já disse em minha resenha desse livro eu leria até a lista de supermercado da Rainbow Rowell por isso, sim, Landline está na minha lista de melhores desse ano. Mas tenho uma confissão a fazer: eu também li Eleanor & Park esse ano. Antes que vocês resolvam me atacar por ter escolhido Landline, tenho que me justificar dizendo que sim, eu gostei bastante de Eleanor & Park. Sim, fiquei até altas horas da madrugada para acabar de ler. Porém, acho que o meu problema foi com o casal em si, que não me convenceu tanto. Não me entendam mal, adorei o romance dos dois, mas não sei.. não é meu preferido da autora, que continua sendo Fangirl. Voltando a Landline, adorei conhecer Georgie e Neal, para mim é a história mais madura de Rainbow e merece conhecimento.

Nathaly

Extremely loud and incredibly close - Jonathan Safran Foer





Lanço o desafio: quem consegue repetir o nome desse livro três vezes falando rápido sem errar o inglês? Desafio mesmo é falar sobre essa leitura e o quanto ela me marcou. É muito bem escrito, tem aquelas frases de gastar caneta marcando sem arrependimento, é triste e bonito. Tem tradução em português, recomendo que procurem!

Amy and Roger´s epic detour - Morgan Matson





Essa foi uma leitura que mexeu bastante comigo e de formas que eu não esperava. As aventuras de Amy e Roger cruzando os Estados Unidos de carro, as playlists, todos os sentimentos... É um livro pra reler sempre, de tão bom que é.

A ilha dos dissidentes - Bárbara Morais




Eu já imaginava que iria gostar do livro antes mesmo de ler, então vocês podem ter uma ideia de o quanto minhas expectativas eram altas (e eu comecei a resenha do livro aqui dizendo exatamente isso, sou repetitiva). E não me decepcionei! A história de Sybill e o mundo dos Anômalos é tão bem narrada e cativante que se eu tivesse a grana, presenteava todo mundo com um exemplar desse livro.

Robertha


Cinder - Marissa Meyer




Cinder reúne ficção científica e conto de fadas. Marissa Meyer criou uma Cinderella ciborgue e um mundo cheio robôs e peças de metal. Ao invés de ratinhos, ela tem seu androide cheio de personalidade. No lugar do borralho, tem a sua oficina em que arruma peças que já eram consideradas inúteis. Cinder é um livro tão bom, mas tão bom, que você não consegue parar de ler até ver o fim. A autora costurou a narrativa de uma forma tão despretensiosa e, ao mesmo tempo, cheia de detalhes que você se sente dentro do mundo de Cinder e a cada página você se surpreende com alguma coisa. Corre e coloca na sua lista de 2015! 





Recomeço - Cat Patrick



Esse livro entrou para minha lista de favoritos de 2014 pelo simples motivo dele ser leve, ter uma estória que te prende e terminar em um só volume, o que foge do mundo de trilogias e séries tão normais hoje em dia. É uma mistura de ficção-científica, romance e problemas do cotidiano. A autora já usou essa técnica em seu primeiro volume lançado no Brasil, Deslembrança e, também, deu muito certo. Vale a pena!





Lua de Mel - Sophie Kinsella



Mais um livro da diva Sophie Kinsella, a rainha do chick-lit que nunca decepciona. Em Lua de Mel, Sophie traz uma novidade em sua narrativa. O livro tem duas protagonistas e os capítulos são narrados de forma intercalada e em primeira pessoa. Dessa forma, o leitor consegue acompanhar o ponto de vista de ambas. Além disso, durante a narrativa, a autora traz estórias paralelas de outros personagens, o que acaba enriquecendo a trama. Aqui você poderá ler a resenha completa.
Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de dezembro era "guilty pleasure".

Sempre curti ler esses romances leves ou como gosto de chamá-los "romances de banca". Eles são ótimos para quando você só quer ler algo que não exija muito tempo, nem muita concentração, por serem curtos e terem uma história bem simples de acompanhar. Por isso quando vi que o tema de dezembro era "guilty pleasure" resolvi encerrar o desafio com um livro de Patricia Cabot, pseudônimo de Meg Cabot .

Pode beijar a noiva conta a história de Emma que resolveu ir contra todos em sua família e se casar com Stuart, rapaz que almejava seguir a carreira eclesiástica. O problema é que todos estavam certos e doze meses depois, Emma estava viúva e o marido a deixou sem nada. Na verdade, ela até tinha uma herança para receber , mas para isso deveria se casar novamente. E não era tão fácil assim convencê-la disso. Até que James, o primo de Stuart aparece para mudar tudo isso. 

Emma e James cresceram juntos e sempre tiveram uma relação de gato e rato. Porém, Emma sempre correu atrás do primo Stuart, provavelmente porque ele não dava a minima para ela. Diferente de James que achava que irritá-la era a melhor maneira de conquistá-la. Até perder a garota para o primo. Agora ele acha que tem mais uma chance para poder ficar com ela e não quer desperdiçá-la. 

O que eu mais gostei do livro é que por ser um narrador onipresente podíamos ver os pensamentos tanto de Emma como de James, o que sempre acrescenta muito numa história. Gosto de poder ler sobre a mesma história em pontos de vista diferentes. E além disso, os capítulos eram bem curtos o que facilita a leitura.  

Um ponto negativo é que a história ficou muito superficial. Sei que esse tipo de livro não costuma ter personagens e conteúdos profundos, mas achei que faltou um pouco mais de desenvolvimento de alguns personagens secundários. Ficou tudo muito "de leve", como se estivesse faltando algo. E tudo acontece em duas semanas no máximo, o que dá mais sensação que nada aconteceu. 

Porém, não posso reclamar muito já que todos os elementos estavam presentes. Uma mocinha teimosa, um mocinho que antes era mulherengo, mas que só estava esperando pela mocinha que mudaria sua vida, um mistério revelado nas últimas páginas e várias situações engraçadas. Sendo assim, Pode beijar a noiva é o típico romance para se ler em um dia e se divertir durante aquelas horas, mas nada profundo que mudará sua vida. Mas quer saber: qual o problema disso?
Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de novembro era "autores brasileiros".

Mari estava passando por um momento não tão legal assim na sua vida. Graças a um boato na escola, ela perdeu o namorado e todos os amigos. E como a cereja no topo do bolo, seu intercâmbio foi cancelado porque sua irmã mais velha decidiu casar de uma hora para outra e as economias da família foram direto para o enlace. Então, Mari decide gravar um vídeo como desabafo e colocá-lo num canal do YouTube, o que ela não esperava era a proporção que tudo isso ia alcançar.  

O livro de Iris Figueiredo segue nesse tom adolescente narrando o que todo jovem de 17 anos passa. Vestibular, ENEM, paixonites, o pacote todo. Por isso, é impossível não se identificar com as neuras e os problemas de Mari. Mas ela também trata de temas mais sérios como anorexia, bulimia e  bullying. Outro aspecto que gostei muito é como a Iris soube retratar direitinho como é essa coisa de "hit da internet". Como uma coisa boba pode tomar uma proporção enorme que ninguém podia imaginar inicialmente. 

Já tinha lido o livro anterior da autora, Dividindo Mel, e já tinha gostado muito da leitura.  E ao ler o Confissões eu fiquei muito feliz de perceber como ela evoluiu como autora e como ela é  talentosa. Por isso espero ansiosamente os seus próximos lançamentos e torço muito pelo seu sucesso!
Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de outubro era "amor".


Isla and the happily ever after encerra a trilogia de Stephanie Perkins que começou com Anna e o beijo francês (Anna and the french kiss), depois continuou com Lola e o garoto da casa ao lado (Lola and the boy next door). 
Quando li Anna foi aquele clássico caso de amor ao primeiro parágrafo. Acho que devo ter lido em apenas dois dias de tanto que eu amei a história. Com Lola também foi parecido, mas ai já não foi "aquele" amor. Já com Isla tive muita dificuldade para gostar da história, quanto mais para amá-la.  


Não que não eu não tenha gostado do livro, pelo contrário, eu gostei bastante. Porém, acho que aconteceu aquele clássico caso de "criar muitas expectativas" antes de ler algo. Então já comecei a leitura esperando outro Anna, e não foi bem isso que encontrei...


Isla é da mesma escola de Anna e St. Clair em Paris. Ela é apaixonada por Josh, melhor amigo de St. Clair, desde o começo das aulas, mas nunca teve coragem nem de manter uma conversa concisa com o rapaz, menos ainda de expressar seus sentimentos. Mas nada como uma boa anestesia para arrancar o siso para ganhar um pouco de coragem. Eis que depois de uma visita ao dentista ela encontra Josh sozinho, em todos os sentidos da palavra, num café perto da casa dos dois em Manhattan e resolve conversar com o rapaz e é tudo incrível. A partir daí a história vai se desenvolvendo como toda história de boy meets girl. Mas, claro que sempre tem algo para atrapalhar o romance, porque senão não teria uma história para um livro.



O meu maior problema foi com os personagens. Eles simplesmente não me convenciam. A Isla era a aluna mais aplicada e inteligente do colégio e não conseguia decidir nem em qual faculdade gostaria de ir? Difícil de acreditar. Além de ser muito insegura e isso atrapalhar todos os aspectos de sua vida. O Josh era um solitário, artista, que escondia todo seu potencial atrás de rebeldia... E apesar de reconhecer o apelo disso tudo, ele não me passava confiança. O relacionamento deles aconteceu muito rápido. Tudo bem que ela estava adiantada três anos, mas mesmo assim fica tudo um pouco forçado. No final, meu problema foi que eu não conseguia acreditar no romance dos dois e por isso não me pegava naquele desespero para ver como ia ser o felizes para sempre deles. 

Tirando isso, a história tem todos os elementos dos anteriores: romance, fofura e diversão. E tenho que confessar que os últimos capítulos do livro valem  muito a leitura para quem é fã dos livros anteriores da autora. Por isso, se você quer aquele livro romântico e sem compromisso Isla and the happily ever after é a pedida. 
Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de setembro era "música".

Conheci Sábado à noite pelo blog da autora Babi Dewet há alguns anos atrás. Por lá fiquei sabendo que o livro tinha sido originado de uma fanfic da banda McFly e mesmo não sendo fã da banda curto muito ler autores nacionais e finalmente resolvi conhecer a história dos marotos. 

Os tais marotos são um grupo de garotos que são considerados "perdedores" na escola. Somente por serem diferentes do restante dos outros alunos e não se importarem com o que os outros pensem dele. Bem diferente de Amanda e suas amigas que são as populares do colégio, aquelas que todas as meninas querem ser e todos os meninos querem namorar. Elas simplesmente fazem tudo pensando na imagem delas e o que as tornam legais ou não.

A história foca mais no casal Daniel e Amanda. Os dois são amigos há bastante tempo, mas acabaram se afastando. Todos pensam que a menina resolveu se distanciar por achar que não pega bem para sua imagem andar com o rapaz. Mas o verdadeiro problema é que ela se apaixonou pelo menino ao mesmo tempo que a melhor amiga e em respeito a amizade resolveu se afastar. Porém, agora o sentimento está crescendo e como ele é correspondido fica difícil para Amanda esconder sua vontade de ficar com Daniel.

O grande problema dos dois é falta de diálogo. Vou dar um desconto porque eles são adolescentes, mas grande parte dos problemas poderiam ser resolvidos com uma boa conversa. Apesar de me irritar com certas atitudes de ambas as partes, adorei acompanhar o desenvolver fofo da história entre os dois e ficar torcendo por um final feliz.

O livro tem esse clima bem colegial mesmo. Quando esse tipo de coisa de popularidade parece tão importante. E claro, fazemos escolhas que parecem as únicas no momento, mas que depois percebemos o quão errados estávamos. Acho também que a história faz refletir até onde vale essa coisa de popularidade e até onde você é capaz de ir para atingir esse objetivo. Sábado à noite vale a leitura por ser uma história de amor bem realista entre dois adolescentes, afinal quem não sofreu com o primeiro amor?
Lottie é uma mulher de 33 anos cheia de sonhos incomuns e super alegre. Richard era seu namorado há três anos e ela acreditava que ele era sua alma gêmea. Certo dia, Richard a convida para um almoço todo especial dizendo que precisava fazer uma pergunta. O mundo de Lottie parou. Ela tinha certeza que ele iria pedir sua mão em casamento e que seu momento havia chegado. Como nem tudo no mundo são flores, a pergunta não foi a esperada e ficou bem claro que o moço não tem nenhum interesse em juntar os trapos com ela e formar uma família.

Um dia ela se viu entrando na igreja e, de repente, se viu no fundo do poço e ficou arrasada. O grande "Q" da questão é que Lottie sempre foi uma mulher durona e que nunca se permitiu ficar numa pior. Tomava atitudes impensadas e que, quase sempre, acabava com uma listinha de arrependimentos. Sua irmã mais velha, Fliss, era a responsável por juntar os cacos e chamava essas decisões de "escolhas infelizes".

A relação das duas sempre foi muito afetiva. Fliss cresceu acostumada a tomar conta de Lottie e assumiu, sem perceber, o papel de mãe da irmã. Porém, Fliss estava passando por maus bocados. Estava no meio do divórcio com Daniel, pai do seu filho Noah, o que a tornou uma mulher amarga e negativa de tanto que o atual ex infernizava a sua vida. E o pior, negligenciava o filho que tinha paixão pelo pai.

Assim que soube da separação de Lottie, Fliss ficou arrasada, mas sabia que não poderia demonstrar tanta piedade. Teria que esperar a irmã se recuperar ou explodir de vez e pedir aos céus para que a próxima Escolha Infeliz não tivesse tantos feridos. Porém, já devia imaginar que a caçula não iria deixar por menos e, com certeza, não decepcionou nesse quesito.

Lottie, como que por ironia do destino, reecontra Ben. Seu ex-namorado de 15 anos atrás e com quem fez um acordo: se os dois estivessem solteiros até os 30 iriam se casar. O que ela não iria imaginar é que o ex ainda era apaixonado por ela e, acima de tudo, lembrou do trato. Em um surto de romantismo, Ben a pede em casamento e Lottie aceita.

Quando soube do futuro casório, Fliss quase infartou e decide bolar um plano com Lorcan, padrinho de casamento de Ben. Então, decide que não deixaria sua irmãzinha passar por um divórcio trágico como ela havia passado. Os dois agiram e bateram o martelo: iriam boicotar a Lua de Mel e impedir que consumassem a união.

Mais um livro da diva Sophie Kisella, a rainha do chick-lit que nunca decepciona. Em Lua de Mel, Sophie traz uma novidade em sua narrativa. O livro tem duas protagonistas e os capítulos são narrados de forma intercalada e em primeira pessoa. Dessa forma, o leitor consegue acompanhar o ponto de vista de ambas. Além disso, durante a narrativa, a autora traz histórias paralelas de outros personagens, o que acaba enriquecendo a trama. Ponto positivo para Sophie.

Os personagens contém a fórmula mágica da autora: engraçados e irreverentes. É um livro que traz uma história de amor com humor e, que de quebra, inclui temas do cotidiano. O que faz com que o leitor se sinta mais próximo dos personagens. A história é leve, bem contato e flui muito bem. É o típico "livro de mulherzinha" que dá pra ler em uma tarde para descontrair. Vale a pena!
Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de agosto era "risos". 

Delilah Darling está com 29 anos e acha que não tem nada para apresentar depois de quase três décadas de vida. Ela não tem marido, filhos, apartamento próprio e nem emprego. Mas o que mais a incomoda é o fato de que o número de homens com quem ela dormiu é praticamento o dobro da média nacional segundo um artigo de uma revista feminina. Ela leva isso tão a sério que resolve correr atrás de todos os seus ex namorados para descobrir se algum deles poderia ser sua alma gêmea e assim o seu "número" poderia continuar o mesmo.

"Qual o seu número?" é o clássico chick lit. Ele é despretensioso, divertido e sempre sabemos com quem a mocinha vai terminar. Para quem já viu o filme baseado no livro, assim como eu, pode ficar tranquilo que é tudo bem diferente. Tirando o básico como ela ir atrás dos moços e o vizinho a ajudar a encontrá-los, nada mais é igual ao livro. O que foi um alívio.

O início é um pouco mais lento, mas é bom para mostrar a situação geral da vida da protagonista. Só lá pela página 100 é que ela começa sua busca e é aí que a história começa a engrenar e a ficar mais engraçada. A partir daí é que a leitura flui muito bem.

Como todo chick lit, além de divertir, ele também sempre tenta passar uma mensagem positiva e esse não foi uma exceção. Delilah desde o começo da história demonstrou ser uma pessoa extremamente preocupada com o que os outros pensam dela e o que ela poderia fazer para melhorar sua imagem. E foi isso que a meteu em tantas confusões. Não posso dizer que me simpatizei com a Delilah, com suas ideias mirabolantes e mal pensadas. Mas tudo fez parte para que ela percebesse como estava levando tudo muito a sério e que ela deveria parar de se preocupar tanto assim com o que os outros pensam.

"Qual seu número?" não entrou para a lista dos meus preferidos, mas não posso dizer que não me diverti acompanhando a viagem doida de Delilah Darling atrás de 20 ex-namorados. Bom para dar umas risadas e só.

Eu sou fã assumida da Rainbow Rowell. Para usar as palavras de John Green "eu leria até sua lista de supermercado..." Isso para exemplificar o quanto eu gosto dessa autora.

 Acredito que o sucesso de sua escrita é que os seus personagens são pessoas comuns. Eles não são adolescentes incríveis com algum poder oculto ou alguém com habilidades impressionantes. A sua protagonista pode ser aquela menina quieta que sentava do seu lado na escola. Ou aquele garoto magrelo que você viu num ônibus numa tarde qualquer.

Isso só serve para aumentar a experiência mágica que é ler um livro dela. Como uma amiga minha disse, não existe "vou ler só um pouquinho para ver como é". Quando você percebe já está na metade do livro e tão envolvido que fica até difícil voltar à vida normal.

O seu último livro lançado é chamado Landline, que numa tradução livre significa "linha fixa", aquela que temos em casa e que quase nunca usamos graças aos celulares. Nele acompanhamos Georgie. Ela é uma roteirista de sitcoms que está passando por um momento complicado no casamento. Nem ela consegue explicar direito o que aconteceu. É como se ela e Neal, seu marido, tivessem chego num ponto ruim e desconfortável do relacionamento, mas nenhum dos dois parece ter força para sair de lá.

E para completar ela acaba tendo que ficar em casa para terminar de escrever um roteiro importante, enquanto ele e as crianças vão passar o natal na casa dos avós praticamente do outro lado dos Estados Unidos. E enquanto ela fica passando um tempo na casa da mãe, ela resolve usar seu telefone fixo de seu antigo quarto e aparentemente ela consegue ligar para o marido no passado, quando eles ainda eram namorados. Aí fica a dúvida: que decisão ela deverá tomar, já que sabe por tudo o que eles vão passar e onde eles estão no momento? Ela faria as mesmas escolhas? O que será que vale a pena?

Tenho que confessar que quando li essa sinopse pela primeira vez não botei muita fé. Mas como não tem coisa melhor do que se surpreender com seu autor preferido, esse foi o caso. O que aconteceu foi uma história única que lida com problemas mais adultos em comparação com os seus outros livros. Ela lida bastante com a questão do quanto cada um tem que doar em um relacionamento para ele dar certo e se há uma dose certa para isso. Sobre como às vezes ficamos presos em certas situações e não temos a menor ideia de como isso foi acontecer, o que erramos e o que podemos fazer para sair de lá.

Acima de tudo é um livro sobre amor. E que muitas vezes temos que lembrar do amor para também lembrarmos o porquê da vida valer tão a pena.

Por enquanto, Landline ainda não foi lançado em português, nem tem previsão. Os livros da autora publicados no Brasil são Eleanor & Park e Fangirl. Recomendo todos.

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