Lottie é uma mulher de 33 anos cheia de sonhos incomuns e super alegre. Richard era seu namorado há três anos e ela acreditava que ele era sua alma gêmea. Certo dia, Richard a convida para um almoço todo especial dizendo que precisava fazer uma pergunta. O mundo de Lottie parou. Ela tinha certeza que ele iria pedir sua mão em casamento e que seu momento havia chegado. Como nem tudo no mundo são flores, a pergunta não foi a esperada e ficou bem claro que o moço não tem nenhum interesse em juntar os trapos com ela e formar uma família.Um dia ela se viu entrando na igreja e, de repente, se viu no fundo do poço e ficou arrasada. O grande "Q" da questão é que Lottie sempre foi uma mulher durona e que nunca se permitiu ficar numa pior. Tomava atitudes impensadas e que, quase sempre, acabava com uma listinha de arrependimentos. Sua irmã mais velha, Fliss, era a responsável por juntar os cacos e chamava essas decisões de "escolhas infelizes".
A relação das duas sempre foi muito afetiva. Fliss cresceu acostumada a tomar conta de Lottie e assumiu, sem perceber, o papel de mãe da irmã. Porém, Fliss estava passando por maus bocados. Estava no meio do divórcio com Daniel, pai do seu filho Noah, o que a tornou uma mulher amarga e negativa de tanto que o atual ex infernizava a sua vida. E o pior, negligenciava o filho que tinha paixão pelo pai.
Assim que soube da separação de Lottie, Fliss ficou arrasada, mas sabia que não poderia demonstrar tanta piedade. Teria que esperar a irmã se recuperar ou explodir de vez e pedir aos céus para que a próxima Escolha Infeliz não tivesse tantos feridos. Porém, já devia imaginar que a caçula não iria deixar por menos e, com certeza, não decepcionou nesse quesito.
Lottie, como que por ironia do destino, reecontra Ben. Seu ex-namorado de 15 anos atrás e com quem fez um acordo: se os dois estivessem solteiros até os 30 iriam se casar. O que ela não iria imaginar é que o ex ainda era apaixonado por ela e, acima de tudo, lembrou do trato. Em um surto de romantismo, Ben a pede em casamento e Lottie aceita.
Quando soube do futuro casório, Fliss quase infartou e decide bolar um plano com Lorcan, padrinho de casamento de Ben. Então, decide que não deixaria sua irmãzinha passar por um divórcio trágico como ela havia passado. Os dois agiram e bateram o martelo: iriam boicotar a Lua de Mel e impedir que consumassem a união.
Mais um livro da diva Sophie Kisella, a rainha do chick-lit que nunca decepciona. Em Lua de Mel, Sophie traz uma novidade em sua narrativa. O livro tem duas protagonistas e os capítulos são narrados de forma intercalada e em primeira pessoa. Dessa forma, o leitor consegue acompanhar o ponto de vista de ambas. Além disso, durante a narrativa, a autora traz histórias paralelas de outros personagens, o que acaba enriquecendo a trama. Ponto positivo para Sophie.
Os personagens contém a fórmula mágica da autora: engraçados e irreverentes. É um livro que traz uma história de amor com humor e, que de quebra, inclui temas do cotidiano. O que faz com que o leitor se sinta mais próximo dos personagens. A história é leve, bem contato e flui muito bem. É o típico "livro de mulherzinha" que dá pra ler em uma tarde para descontrair. Vale a pena!
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Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de agosto era "risos".
Delilah Darling está com 29 anos e acha que não tem nada para apresentar depois de quase três décadas de vida. Ela não tem marido, filhos, apartamento próprio e nem emprego. Mas o que mais a incomoda é o fato de que o número de homens com quem ela dormiu é praticamento o dobro da média nacional segundo um artigo de uma revista feminina. Ela leva isso tão a sério que resolve correr atrás de todos os seus ex namorados para descobrir se algum deles poderia ser sua alma gêmea e assim o seu "número" poderia continuar o mesmo.
"Qual o seu número?" é o clássico chick lit. Ele é despretensioso, divertido e sempre sabemos com quem a mocinha vai terminar. Para quem já viu o filme baseado no livro, assim como eu, pode ficar tranquilo que é tudo bem diferente. Tirando o básico como ela ir atrás dos moços e o vizinho a ajudar a encontrá-los, nada mais é igual ao livro. O que foi um alívio.
O início é um pouco mais lento, mas é bom para mostrar a situação geral da vida da protagonista. Só lá pela página 100 é que ela começa sua busca e é aí que a história começa a engrenar e a ficar mais engraçada. A partir daí é que a leitura flui muito bem.
Como todo chick lit, além de divertir, ele também sempre tenta passar uma mensagem positiva e esse não foi uma exceção. Delilah desde o começo da história demonstrou ser uma pessoa extremamente preocupada com o que os outros pensam dela e o que ela poderia fazer para melhorar sua imagem. E foi isso que a meteu em tantas confusões. Não posso dizer que me simpatizei com a Delilah, com suas ideias mirabolantes e mal pensadas. Mas tudo fez parte para que ela percebesse como estava levando tudo muito a sério e que ela deveria parar de se preocupar tanto assim com o que os outros pensam.
"Qual seu número?" não entrou para a lista dos meus preferidos, mas não posso dizer que não me diverti acompanhando a viagem doida de Delilah Darling atrás de 20 ex-namorados. Bom para dar umas risadas e só.
Delilah Darling está com 29 anos e acha que não tem nada para apresentar depois de quase três décadas de vida. Ela não tem marido, filhos, apartamento próprio e nem emprego. Mas o que mais a incomoda é o fato de que o número de homens com quem ela dormiu é praticamento o dobro da média nacional segundo um artigo de uma revista feminina. Ela leva isso tão a sério que resolve correr atrás de todos os seus ex namorados para descobrir se algum deles poderia ser sua alma gêmea e assim o seu "número" poderia continuar o mesmo.
"Qual o seu número?" é o clássico chick lit. Ele é despretensioso, divertido e sempre sabemos com quem a mocinha vai terminar. Para quem já viu o filme baseado no livro, assim como eu, pode ficar tranquilo que é tudo bem diferente. Tirando o básico como ela ir atrás dos moços e o vizinho a ajudar a encontrá-los, nada mais é igual ao livro. O que foi um alívio.
O início é um pouco mais lento, mas é bom para mostrar a situação geral da vida da protagonista. Só lá pela página 100 é que ela começa sua busca e é aí que a história começa a engrenar e a ficar mais engraçada. A partir daí é que a leitura flui muito bem.
Como todo chick lit, além de divertir, ele também sempre tenta passar uma mensagem positiva e esse não foi uma exceção. Delilah desde o começo da história demonstrou ser uma pessoa extremamente preocupada com o que os outros pensam dela e o que ela poderia fazer para melhorar sua imagem. E foi isso que a meteu em tantas confusões. Não posso dizer que me simpatizei com a Delilah, com suas ideias mirabolantes e mal pensadas. Mas tudo fez parte para que ela percebesse como estava levando tudo muito a sério e que ela deveria parar de se preocupar tanto assim com o que os outros pensam.
"Qual seu número?" não entrou para a lista dos meus preferidos, mas não posso dizer que não me diverti acompanhando a viagem doida de Delilah Darling atrás de 20 ex-namorados. Bom para dar umas risadas e só.
Eu sou fã assumida da Rainbow Rowell. Para usar as palavras de John Green "eu leria até sua lista de supermercado..." Isso para exemplificar o quanto eu gosto dessa autora.
Acredito que o sucesso de sua escrita é que os seus personagens são pessoas comuns. Eles não são adolescentes incríveis com algum poder oculto ou alguém com habilidades impressionantes. A sua protagonista pode ser aquela menina quieta que sentava do seu lado na escola. Ou aquele garoto magrelo que você viu num ônibus numa tarde qualquer.
Isso só serve para aumentar a experiência mágica que é ler um livro dela. Como uma amiga minha disse, não existe "vou ler só um pouquinho para ver como é". Quando você percebe já está na metade do livro e tão envolvido que fica até difícil voltar à vida normal.
O seu último livro lançado é chamado Landline, que numa tradução livre significa "linha fixa", aquela que temos em casa e que quase nunca usamos graças aos celulares. Nele acompanhamos Georgie. Ela é uma roteirista de sitcoms que está passando por um momento complicado no casamento. Nem ela consegue explicar direito o que aconteceu. É como se ela e Neal, seu marido, tivessem chego num ponto ruim e desconfortável do relacionamento, mas nenhum dos dois parece ter força para sair de lá.
E para completar ela acaba tendo que ficar em casa para terminar de escrever um roteiro importante, enquanto ele e as crianças vão passar o natal na casa dos avós praticamente do outro lado dos Estados Unidos. E enquanto ela fica passando um tempo na casa da mãe, ela resolve usar seu telefone fixo de seu antigo quarto e aparentemente ela consegue ligar para o marido no passado, quando eles ainda eram namorados. Aí fica a dúvida: que decisão ela deverá tomar, já que sabe por tudo o que eles vão passar e onde eles estão no momento? Ela faria as mesmas escolhas? O que será que vale a pena?
Tenho que confessar que quando li essa sinopse pela primeira vez não botei muita fé. Mas como não tem coisa melhor do que se surpreender com seu autor preferido, esse foi o caso. O que aconteceu foi uma história única que lida com problemas mais adultos em comparação com os seus outros livros. Ela lida bastante com a questão do quanto cada um tem que doar em um relacionamento para ele dar certo e se há uma dose certa para isso. Sobre como às vezes ficamos presos em certas situações e não temos a menor ideia de como isso foi acontecer, o que erramos e o que podemos fazer para sair de lá.
Acima de tudo é um livro sobre amor. E que muitas vezes temos que lembrar do amor para também lembrarmos o porquê da vida valer tão a pena.
Por enquanto, Landline ainda não foi lançado em português, nem tem previsão. Os livros da autora publicados no Brasil são Eleanor & Park e Fangirl. Recomendo todos.
Acredito que o sucesso de sua escrita é que os seus personagens são pessoas comuns. Eles não são adolescentes incríveis com algum poder oculto ou alguém com habilidades impressionantes. A sua protagonista pode ser aquela menina quieta que sentava do seu lado na escola. Ou aquele garoto magrelo que você viu num ônibus numa tarde qualquer.
Isso só serve para aumentar a experiência mágica que é ler um livro dela. Como uma amiga minha disse, não existe "vou ler só um pouquinho para ver como é". Quando você percebe já está na metade do livro e tão envolvido que fica até difícil voltar à vida normal.
O seu último livro lançado é chamado Landline, que numa tradução livre significa "linha fixa", aquela que temos em casa e que quase nunca usamos graças aos celulares. Nele acompanhamos Georgie. Ela é uma roteirista de sitcoms que está passando por um momento complicado no casamento. Nem ela consegue explicar direito o que aconteceu. É como se ela e Neal, seu marido, tivessem chego num ponto ruim e desconfortável do relacionamento, mas nenhum dos dois parece ter força para sair de lá.
E para completar ela acaba tendo que ficar em casa para terminar de escrever um roteiro importante, enquanto ele e as crianças vão passar o natal na casa dos avós praticamente do outro lado dos Estados Unidos. E enquanto ela fica passando um tempo na casa da mãe, ela resolve usar seu telefone fixo de seu antigo quarto e aparentemente ela consegue ligar para o marido no passado, quando eles ainda eram namorados. Aí fica a dúvida: que decisão ela deverá tomar, já que sabe por tudo o que eles vão passar e onde eles estão no momento? Ela faria as mesmas escolhas? O que será que vale a pena?
Tenho que confessar que quando li essa sinopse pela primeira vez não botei muita fé. Mas como não tem coisa melhor do que se surpreender com seu autor preferido, esse foi o caso. O que aconteceu foi uma história única que lida com problemas mais adultos em comparação com os seus outros livros. Ela lida bastante com a questão do quanto cada um tem que doar em um relacionamento para ele dar certo e se há uma dose certa para isso. Sobre como às vezes ficamos presos em certas situações e não temos a menor ideia de como isso foi acontecer, o que erramos e o que podemos fazer para sair de lá.
Acima de tudo é um livro sobre amor. E que muitas vezes temos que lembrar do amor para também lembrarmos o porquê da vida valer tão a pena.
Por enquanto, Landline ainda não foi lançado em português, nem tem previsão. Os livros da autora publicados no Brasil são Eleanor & Park e Fangirl. Recomendo todos.
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Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de julho era "esporte e esportistas".
Ok, vou começar minha resenha dizendo que por estar nos meus vinte e poucos anos sempre tenho um pouco de dificuldade com livros em que a personagem é uma adolescente inconsequente. Que fique claro que meu problema não é com a adolescência, só com a inconsequência/falta de noção mesmo. Tendo dito isso, ler Derby Girl foi meio cansativo. No sentido de que ler sobre as escolhas de Bliss me deu vontade de ir até lá e dizer "sério que você acha que isso vai dar certo?"
Mas vamos a história. Bliss é a típica garota adolescente que acha que nasceu na família errada. A mãe é fanática por concursos de beleza e não consegue admitir que a filha estaria mais feliz participando de eventos mais alternativos e então vive inscrevendo a menina para participar desses concursos.
Aí que um belo dia, Bliss resolve entrar para um time de Roller Derby, que é um esporte de alto impacto praticado sob patins numa pista oval. É uma espécie de corrida com dois times de cinco jogadoras cada. Lá ela encontra seu lugar com garotas descoladas que a entendem. E só posso dizer que a menina acaba se envolvendo em alguns problemas típicos da idade.
Apesar de não ter gostado tanto das atitudes da protagonista, consigo entender que adolescência não é fácil para ninguém e que esse é o típico momento de cometer erros por mais bobos e óbvios que eles possam parecer. E gostei do fato de que ela conseguiu encontrar algo que a fizesse bem e que a representasse. Pois, sabemos que encontrar algo que gostamos de fazer é difícil até quando se é adulto, então Bliss se encontrar num esporte tão diferente e interessante como é o Roller Derby é algo incrível.
Derby Girl é um livro bem leve e de rápida leitura. Perfeito para aquele domingo chuvoso.
Ok, vou começar minha resenha dizendo que por estar nos meus vinte e poucos anos sempre tenho um pouco de dificuldade com livros em que a personagem é uma adolescente inconsequente. Que fique claro que meu problema não é com a adolescência, só com a inconsequência/falta de noção mesmo. Tendo dito isso, ler Derby Girl foi meio cansativo. No sentido de que ler sobre as escolhas de Bliss me deu vontade de ir até lá e dizer "sério que você acha que isso vai dar certo?"
Mas vamos a história. Bliss é a típica garota adolescente que acha que nasceu na família errada. A mãe é fanática por concursos de beleza e não consegue admitir que a filha estaria mais feliz participando de eventos mais alternativos e então vive inscrevendo a menina para participar desses concursos.
Aí que um belo dia, Bliss resolve entrar para um time de Roller Derby, que é um esporte de alto impacto praticado sob patins numa pista oval. É uma espécie de corrida com dois times de cinco jogadoras cada. Lá ela encontra seu lugar com garotas descoladas que a entendem. E só posso dizer que a menina acaba se envolvendo em alguns problemas típicos da idade.
Apesar de não ter gostado tanto das atitudes da protagonista, consigo entender que adolescência não é fácil para ninguém e que esse é o típico momento de cometer erros por mais bobos e óbvios que eles possam parecer. E gostei do fato de que ela conseguiu encontrar algo que a fizesse bem e que a representasse. Pois, sabemos que encontrar algo que gostamos de fazer é difícil até quando se é adulto, então Bliss se encontrar num esporte tão diferente e interessante como é o Roller Derby é algo incrível.
Derby Girl é um livro bem leve e de rápida leitura. Perfeito para aquele domingo chuvoso.
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Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de junho era "autores queridos".
Minha história com Záfon começou com "A sombra do vento" que me conquistou com sua escrita poética e sua narrativa envolvente. Logo no começo amei a leitura e sempre que tenho oportunidade leio um livro escrito pelo autor.
"O Príncipe da Névoa" é considerada pelo próprio autor uma obra infanto-juvenil que pode ser apreciada por várias idades. Nela acompanhamos a história da família de Max e Alicia que acabam envolvidos num antigo mistério da cidade. Um que envolve um navio naufragado, um cemitério de estátuas e um Príncipe da Névoa.
Como em todos os livros do autor a história é uma mescla de suspense e poesia. Esse é especialmente tenso para aqueles que têm medo de palhaços. Mas nada que não dê para dormir a noite (risos). Outro elemento presente é o amadurecimento e o primeiro amor.
Por ter menos que 200 páginas ao final do livro temos aquela sensação de que está faltando algo, mas não no sentido ruim, É que ficamos tão envolvidos com os personagens em tão pouco tempo que fica difícil nos separarmos da história assim desse jeito. Porém, esse sentimento não é nada que estrague o conto de Záfon.
O livro é uma ótima pedida para um dia em que queremos ler algo um pouco mais sombrio, mas que não seja tão complexo, nem tão assustador. Mas ainda sim um ótima história.
Minha história com Záfon começou com "A sombra do vento" que me conquistou com sua escrita poética e sua narrativa envolvente. Logo no começo amei a leitura e sempre que tenho oportunidade leio um livro escrito pelo autor.
"O Príncipe da Névoa" é considerada pelo próprio autor uma obra infanto-juvenil que pode ser apreciada por várias idades. Nela acompanhamos a história da família de Max e Alicia que acabam envolvidos num antigo mistério da cidade. Um que envolve um navio naufragado, um cemitério de estátuas e um Príncipe da Névoa.
Como em todos os livros do autor a história é uma mescla de suspense e poesia. Esse é especialmente tenso para aqueles que têm medo de palhaços. Mas nada que não dê para dormir a noite (risos). Outro elemento presente é o amadurecimento e o primeiro amor.
Por ter menos que 200 páginas ao final do livro temos aquela sensação de que está faltando algo, mas não no sentido ruim, É que ficamos tão envolvidos com os personagens em tão pouco tempo que fica difícil nos separarmos da história assim desse jeito. Porém, esse sentimento não é nada que estrague o conto de Záfon.
O livro é uma ótima pedida para um dia em que queremos ler algo um pouco mais sombrio, mas que não seja tão complexo, nem tão assustador. Mas ainda sim um ótima história.
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Este livro foi lido para o Desafio Literário do Tigre. O tema de maio era "bichos".
Uma das coisas mais legais é ler um livro sem saber quase nada da sinopse e poder se surpreender, não só com a história, mas com a narrativa da autora. Isso foi o que aconteceu comigo ao ler "A corrida de Escorpião".
Antes de tudo tenho que explicar que a ilha em que se passa a história é cercada pelo mar de Escorpião, que dá nome ao título. E dele todo ano saem cavalos d'água que além de rápidos, são criaturas carnívoras e violentas. E qual ideia melhor do que capturá-los e fazer uma corrida com eles valendo dinheiro, fama e sua vida?
O livro apresenta dois pontos de vista: o de Sean e o de Puck. Ambos nascidos na ilha e com mais coisas em comum do que poderiam imaginar. Sei que é clichê, mas essa frase se encaixa muito bem com os dois personagens.
Já havia lido a trilogia "Calafrio" da mesma autora, por isso já conhecia sua narrativa poética. Mas diferente da trilogia dos lobos, esse é mais sombrio e duro, um tom bem diferente do romance dos seus livros anteriores. Porém, "A corrida..." não deixa de ser um livro envolvente e surpreendente. O que mais gostei é como ela faz parecer ter uma ilha no mundo com cavalos carnívoros algo normal e plausível. Esse foi um daqueles livros que me fez ficar pensando em sua história dias e dias depois.
Uma das coisas mais legais é ler um livro sem saber quase nada da sinopse e poder se surpreender, não só com a história, mas com a narrativa da autora. Isso foi o que aconteceu comigo ao ler "A corrida de Escorpião".
Antes de tudo tenho que explicar que a ilha em que se passa a história é cercada pelo mar de Escorpião, que dá nome ao título. E dele todo ano saem cavalos d'água que além de rápidos, são criaturas carnívoras e violentas. E qual ideia melhor do que capturá-los e fazer uma corrida com eles valendo dinheiro, fama e sua vida?
O livro apresenta dois pontos de vista: o de Sean e o de Puck. Ambos nascidos na ilha e com mais coisas em comum do que poderiam imaginar. Sei que é clichê, mas essa frase se encaixa muito bem com os dois personagens.
Já havia lido a trilogia "Calafrio" da mesma autora, por isso já conhecia sua narrativa poética. Mas diferente da trilogia dos lobos, esse é mais sombrio e duro, um tom bem diferente do romance dos seus livros anteriores. Porém, "A corrida..." não deixa de ser um livro envolvente e surpreendente. O que mais gostei é como ela faz parecer ter uma ilha no mundo com cavalos carnívoros algo normal e plausível. Esse foi um daqueles livros que me fez ficar pensando em sua história dias e dias depois.
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Beatrice Szabo, mais conhecida como Bea, tem 17 anos e é muito solitária. Ela está acostumada a mudar de cidade toda hora para acompanhar o seu pai. Como resultado dessa vida sem raízes, ela aprendeu a não se apegar a nada ou a alguém, pois ela tem uma só certeza: em algum momento ela terá que deixar tudo o que ela acabou de conhecer. Dentre as mil mudanças, Bea se muda para Baltimore e, por incrível que pareça, está bem tranquila e sabe que não tem muito com que se preocupar. Esse é o último ano antes da faculdade e, em breve, poderá ficar sozinha, fixar-se em algum lugar e o principal, ficar longe da mãe que parece que não a quer por perto de jeito nenhum, a trata com descaso e a acusa a todo momento de não ter coração, de ser uma robô feita de lata.
Bea consegue fazer algumas amizades na escola nova. Conhece ASUE (Anne), Tom, Tiza, Walt e Jonah Tate. Jonah é a pessoa com quem Bea tem uma maior aproximação desde o início. Ele é um garoto tímido, solitário, observador, não tem amigos e, também, é conhecido como Garoto Fantasma. Tem a filosofia de vida de que deve ser invisível e esconde uma mágoa muito grande, já que perdeu sua mãe e seu irmão gêmeo, que tinha deficiência física. Ele mora com seu pai, que é muito rico e lhe dá tudo que precisa, menos o essencial, que é o amor.
Os dois são mais parecidos do que pensam. Constroem um laço extremamente forte, compartilham segredos, gostos, medos, planos e varam a madrugada ouvindo um programa de rádio chamado The Night Lights. Apesar da aproximação, Bea não consegue fazer a nuvem negra que vive em cima de Jonah dissipar. A tristeza envolve o menino cada vez mais e parece que ele será engolido por um buraco a qualquer momento.
Como Dizer Adeus em Robô é narrado em primeira pessoa e Bea cumpre esse papel de maneira brilhante. É um livro com uma história original e com muita emoção. Temas fortes como bullying, depressão, solidão, problemas familiares e psicológicos são abordados de forma melancólica, mas ao mesmo tempo com delicadeza. A leitura é de fácil entendimento, fluída porém, ácida.
Dentre os assuntos abordados, o amor aparece como algo bem diferente do que estamos acostumados quando pensamos nesse sentimento. É um tipo diferente de amor; um tipo raro que não se prende às convenções e, querendo ou não, é um raio-x da vida real: há magoas, sorrisos, conforto e mudanças.
Tenho a impressão de que Natalie Standiford criou os personagens com muito carinho. Todos eles, mesmo que secundários, são bem construídos e peculiares. Bea é uma personagem que consegue ser muito humana e demonstra com transparência seus sentimentos. Já Jonah, é um ponto de interrogação. É imprevisível, misterioso e complexo. Se você tentar entendê-lo, quando achar que está conseguindo, ele te fará mudar de opinião logo em seguida. É um livro cheio de surpresas - sendo elas boas ou não. Coloca na lista que vale a pena!
Bea consegue fazer algumas amizades na escola nova. Conhece ASUE (Anne), Tom, Tiza, Walt e Jonah Tate. Jonah é a pessoa com quem Bea tem uma maior aproximação desde o início. Ele é um garoto tímido, solitário, observador, não tem amigos e, também, é conhecido como Garoto Fantasma. Tem a filosofia de vida de que deve ser invisível e esconde uma mágoa muito grande, já que perdeu sua mãe e seu irmão gêmeo, que tinha deficiência física. Ele mora com seu pai, que é muito rico e lhe dá tudo que precisa, menos o essencial, que é o amor.
Os dois são mais parecidos do que pensam. Constroem um laço extremamente forte, compartilham segredos, gostos, medos, planos e varam a madrugada ouvindo um programa de rádio chamado The Night Lights. Apesar da aproximação, Bea não consegue fazer a nuvem negra que vive em cima de Jonah dissipar. A tristeza envolve o menino cada vez mais e parece que ele será engolido por um buraco a qualquer momento.
Como Dizer Adeus em Robô é narrado em primeira pessoa e Bea cumpre esse papel de maneira brilhante. É um livro com uma história original e com muita emoção. Temas fortes como bullying, depressão, solidão, problemas familiares e psicológicos são abordados de forma melancólica, mas ao mesmo tempo com delicadeza. A leitura é de fácil entendimento, fluída porém, ácida.
Dentre os assuntos abordados, o amor aparece como algo bem diferente do que estamos acostumados quando pensamos nesse sentimento. É um tipo diferente de amor; um tipo raro que não se prende às convenções e, querendo ou não, é um raio-x da vida real: há magoas, sorrisos, conforto e mudanças.
Tenho a impressão de que Natalie Standiford criou os personagens com muito carinho. Todos eles, mesmo que secundários, são bem construídos e peculiares. Bea é uma personagem que consegue ser muito humana e demonstra com transparência seus sentimentos. Já Jonah, é um ponto de interrogação. É imprevisível, misterioso e complexo. Se você tentar entendê-lo, quando achar que está conseguindo, ele te fará mudar de opinião logo em seguida. É um livro cheio de surpresas - sendo elas boas ou não. Coloca na lista que vale a pena!
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Chegou a décima edição da maratona literária organizada pelo blog Bout of Books! Eu já participo desde a sétima, então não quis quebrar a tradição de
The Bout of Books read-a-thon is organized by Amanda @ On a Book Bender and Kelly @ Reading the Paranormal. It is a week long read-a-thon that begins 12:01am Monday, May 12th and runs through Sunday, May 18th in whatever time zone you are in. Bout of Books is low-pressure, and the only reading competition is between you and your usual number of books read in a week. There are challenges, giveaways, and a grand prize, but all of these are completely optional. For all Bout of Books 10 information and updates, be sure to visit the Bout of Books blog. - From the Bout of Books team.
Aqui estão os livros que eu pretendo ler nessa semana.
Endlessly, Kirsten White
Esse é o terceiro livro da série Paranormalcy, eu falei sobre o primeiro livro aqui. O primeiro já foi lançado aqui no Brasil, não sei quais são os planos para os outros. Esse eu já comecei a ler e estou na página 50 e já aconteceram dois milhões de coisas, então acredito que vai ser bem rápido e mais fácil de ler do que o segundo da série, se a autora não embolar tudo no meio... É uma série sobrenatural bem divertida e bem humorada, gosto bastante de ler.
A Lion Among Men, Gregory Maguire
Esse também é o terceiro livro de uma série, que conta a história da Bruxa Má do Oeste, de O Mágico de Oz. Esse volume conta sobre o Leão Covarde, que é o meu personagem favorito! Estou muito curiosa para saber o que o sr. Maguire vai aprontar.
A Vida em Tons de Cinza, Ruta Sepetys
Depois de tanta fantasia, achei propício ler um livro mais "real". Esse foi o sorteado do mês da minha book jar. Sobre a história só sei que se passa em 1941 e nos países bálticos, recém dominados pela Rússia e que muita gente recomenda dizendo maravilhas sobre.
Se alguém quiser participar, é só dar uma olhada no blog Bout of Books, clicando aqui.
É isso! Me desejem boa sorte!
E um feliz dia das mães!
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